As atrações da Divina Festa tiveram início na quinta-feira, quando a Banda da Polícia Militar e o Cortejo Imperial - com participação das crianças do Colégio Bom Jesus, levaram alegria e descontração para a Praça Getúlio Vargas. As barracas, com deliciosos pratos (como a tainha com pirão, o acarajé, o entrevero e o churrasquinho), foram abertas às 16h, deixando todo mundo com água na boca.
Já a primeira missa, teve participação especial do Movimento Emaús, que embalou o povo com cantos emocionantes durante toda a celebração.
Às 20h, foi a vez da inauguração do palco de atrações, com apresentações da Orquestra Sinfônica de Florianópolis e do Portal do Choro.
As crianças também tiveram seus desejos atendidos: brinquedos e barraquinhas fizeram o entretenimento da garotada com boas gargalhadas e muitos prêmios.
Não perca mais tempo. Venha para a praça e traga sua família. A Divina Festa continua recheada de belas atrações até domingo.
Atrações de hoje:
16h - Cortejo Imperial com os alunos do Colégio Santa Catarina e Banda do Colégio Dom Jaime Câmara
19h – Segunda missa – Coral Vozes do Divino
20h30 – Apresentação do Coral Educandário Imaculada Conceição
21h30 – Banda Zawajus
sábado, 30 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Um pouco de história
A Festa do Divino Espírito Santo é uma festa cristã. Comemorada durante as Festividades de Pentecostes (50 dias após a Páscoa), a festa assumiu as características de cada cidade que a incorporou a seu imaginário. A Festa do Divino é uma manifestação popular, onde se unem a espiritualidade e o folclore, para agradecer ao Espírito Santo os dons e graças recebidas durante o ano anterior.
Em Santa Catarina, a festa acontece em mais de 50 municípios, principalmente nos do litoral, que tiveram a influência açoriana, como Governador Celso Ramos, Santo Amaro da Imperatriz e Garopaba.
Em Florianópolis, a Festa do Divino de maior destaque é a promovida na praça Getúlio Vargas, no Centro da Capital.
A devoção ao Espírito Santo é um dos motivos que têm mantido a tradição em pleno século 21, ao contrário de Açores e dos Estados Unidos, onde a festa também é tradicional, em Florianópolis o culto ao Divino tem um caráter muito mais religioso do que cultural. "Por isso, junto com a parte de diversão, com bingo e shows, há uma longa programação religiosa".
O apuro com a festa fez com que a irmandade mandasse restaurar por completo a coroa e o cetro, que vieram de Portugal em 1776.
Em 1776 aconteceu a primeira Festa do Divino.
Em 1806 a Festa teve o primeiro festeiro – Capitão Manoel Francisco da Costa.
A primeira foto da festa é de 1900.
Em Portugal, a origem do culto
O culto ao Divino Espírito Santo nasceu em 1296, na cidade de Alenquer, em Portugal. A então rainha Isabel de Aragão, chamada de Rainha Santa, prometeu instituir um dia de culto caso o Espírito Santo resolvesse as desavenças entre seu marido, dom Diniz, e seu filho (o nome não consta nos arquivos históricos). Vendo atendido seu pedido, passou a coroar um mendigo, que se tornava rei por um dia no ano. Nos séculos seguintes o culto expandiu-se, chegando nos arquipélagos da Madeira e dos Açores junto com os primeiros povoadores, em meados do século 15. Duzentos anos depois, entre 1748 e 1756, quando os açorianos atravessaram o Atlântico em direção a Santa Catarina trouxeram junto a tradição do culto.
A festa e os rituais, em Florianópolis
A festa, com seus símbolos e rituais, apresenta partes bem definidas e articuladas entre si: conjunto de cerimônias religiosas - novenas, tríduos, missas, missa solene com coroação, Te-Deum e bênção; ritos sacro-profanos - procissão do séquito imperial, folguedos populares (apresentação de bandas, shows musicais, bailes, barraquinhas, bingos, leilões e foguetório); périplo da Bandeira do Divino - no período que antecede a festa e sua presença emblemática em todas as cerimônias.
Símbolos do Divino
A bandeira, juntamente com a coroa de prata lavrada, insígnia principal de um conjunto formado por cetro de prata (encimado por uma pomba), e salva, também de prata, onde ficam depositados a coroa e o cetro, que compreendem os símbolos centrais da festa. A bandeira é vermelha, com uma pomba branca bordada ao centro, sustentada por um mastro em cuja ponta figura uma pombinha branca (ou prateada), enfeitada de flores e fitas multicoloridas, geralmente doadas como pagamento de promessas.
Corte e cortejo imperial
A corte é formada pelo imperador e imperatriz (crianças e adolescentes) que representam dom Diniz e dona Isabel, reis de Portugal e instituidores da tradição em 1296, e um conjunto de seis a oito pares de crianças que desempenham o papel de pajem e damas da corte. Todos vestem trajes de época, ricamente bordados. O cortejo imperial é montado obedecendo a uma ordem hierárquica estabelecida: porta bandeira (ou alferes da bandeira), damas e pajens, imperador e imperatriz, o casal imperador levando o conjunto de insígnias do Divino (coroa e cetro), autoridades eclesiásticas e civis, provedor e membros da Irmandade do Divino Espírito Santo, convidados e acompanhamento de banda musical. O cortejo desfila durante os dias da festa, sendo que no domingo já contará com a participação do casal imperador (festeiros do ano seguinte).
Promessas e pãezinhos do Divino
O pagamento de promessas com pão (de massa doce ou sovada) na forma da parte do corpo que motivou o pedido é uma particularidade da Festa. Encontram-se pés, pernas, mãos, cabeças. Essas massas são vendidas ou leiloadas. Na Grande Florianópolis é grande o costume de distribuir os "pãezinhos do Espírito Santo".
Os foliões
Grupo composto por três ou quatro músicos e cantadores que acompanham a Bandeira do Divino em visitas de casa em casa pedindo donativos (as prendas). Os foliões entoam quadrinhas simples e improvisadas, homenageando o dono da casa, agradecendo as oferendas, saudando a bandeira e louvando o Espírito Santo.
Em Santa Catarina, a festa acontece em mais de 50 municípios, principalmente nos do litoral, que tiveram a influência açoriana, como Governador Celso Ramos, Santo Amaro da Imperatriz e Garopaba.
Em Florianópolis, a Festa do Divino de maior destaque é a promovida na praça Getúlio Vargas, no Centro da Capital.
A devoção ao Espírito Santo é um dos motivos que têm mantido a tradição em pleno século 21, ao contrário de Açores e dos Estados Unidos, onde a festa também é tradicional, em Florianópolis o culto ao Divino tem um caráter muito mais religioso do que cultural. "Por isso, junto com a parte de diversão, com bingo e shows, há uma longa programação religiosa".
O apuro com a festa fez com que a irmandade mandasse restaurar por completo a coroa e o cetro, que vieram de Portugal em 1776.
Em 1776 aconteceu a primeira Festa do Divino.
Em 1806 a Festa teve o primeiro festeiro – Capitão Manoel Francisco da Costa.
A primeira foto da festa é de 1900.
Em Portugal, a origem do culto
O culto ao Divino Espírito Santo nasceu em 1296, na cidade de Alenquer, em Portugal. A então rainha Isabel de Aragão, chamada de Rainha Santa, prometeu instituir um dia de culto caso o Espírito Santo resolvesse as desavenças entre seu marido, dom Diniz, e seu filho (o nome não consta nos arquivos históricos). Vendo atendido seu pedido, passou a coroar um mendigo, que se tornava rei por um dia no ano. Nos séculos seguintes o culto expandiu-se, chegando nos arquipélagos da Madeira e dos Açores junto com os primeiros povoadores, em meados do século 15. Duzentos anos depois, entre 1748 e 1756, quando os açorianos atravessaram o Atlântico em direção a Santa Catarina trouxeram junto a tradição do culto.
A festa e os rituais, em Florianópolis
A festa, com seus símbolos e rituais, apresenta partes bem definidas e articuladas entre si: conjunto de cerimônias religiosas - novenas, tríduos, missas, missa solene com coroação, Te-Deum e bênção; ritos sacro-profanos - procissão do séquito imperial, folguedos populares (apresentação de bandas, shows musicais, bailes, barraquinhas, bingos, leilões e foguetório); périplo da Bandeira do Divino - no período que antecede a festa e sua presença emblemática em todas as cerimônias.
Símbolos do Divino
A bandeira, juntamente com a coroa de prata lavrada, insígnia principal de um conjunto formado por cetro de prata (encimado por uma pomba), e salva, também de prata, onde ficam depositados a coroa e o cetro, que compreendem os símbolos centrais da festa. A bandeira é vermelha, com uma pomba branca bordada ao centro, sustentada por um mastro em cuja ponta figura uma pombinha branca (ou prateada), enfeitada de flores e fitas multicoloridas, geralmente doadas como pagamento de promessas.
Corte e cortejo imperial
A corte é formada pelo imperador e imperatriz (crianças e adolescentes) que representam dom Diniz e dona Isabel, reis de Portugal e instituidores da tradição em 1296, e um conjunto de seis a oito pares de crianças que desempenham o papel de pajem e damas da corte. Todos vestem trajes de época, ricamente bordados. O cortejo imperial é montado obedecendo a uma ordem hierárquica estabelecida: porta bandeira (ou alferes da bandeira), damas e pajens, imperador e imperatriz, o casal imperador levando o conjunto de insígnias do Divino (coroa e cetro), autoridades eclesiásticas e civis, provedor e membros da Irmandade do Divino Espírito Santo, convidados e acompanhamento de banda musical. O cortejo desfila durante os dias da festa, sendo que no domingo já contará com a participação do casal imperador (festeiros do ano seguinte).
Promessas e pãezinhos do Divino
O pagamento de promessas com pão (de massa doce ou sovada) na forma da parte do corpo que motivou o pedido é uma particularidade da Festa. Encontram-se pés, pernas, mãos, cabeças. Essas massas são vendidas ou leiloadas. Na Grande Florianópolis é grande o costume de distribuir os "pãezinhos do Espírito Santo".
Os foliões
Grupo composto por três ou quatro músicos e cantadores que acompanham a Bandeira do Divino em visitas de casa em casa pedindo donativos (as prendas). Os foliões entoam quadrinhas simples e improvisadas, homenageando o dono da casa, agradecendo as oferendas, saudando a bandeira e louvando o Espírito Santo.
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